Módulo 1000 - Não Fale com Paredes (1972)


Módulo 1000 é o nome de uma banda de rock progressivo brasileira da década de 1970.


História

Origens

O Módulo 1000 foi um grupo de progressivo carioca, formado em 1969, que teve breve duração. O quarteto seguia uma linha pesada com nítidas influências de Black Sabbath e toques de psicodélicos a la Pink Floyd. O Módulo 1000 teve em seu currículo a participação no V Festival Internacional da Canção e o lançamento de um único álbum em 1972, que hoje é um valioso item para os negociantes de LPs raros. Na década de 1990, um colecionador de discos do Rio de Janeiro comprou os direitos do Módulo 1000 junto a Top Tape e transformou o LP em CD com um número limitado de cópias. O CD saiu pela Zaher Zein/Projeto Luz Eterna. Na Europa o disco - Não Fale Com Paredes - tornou-se um clássico.


O Álbum

"Não Fale Com Paredes", o único álgum da banda, um exercício de criatividade instrumental, marcada por riff's marcantes de guitarra que, hoje, pode-se nivelar aos melhores discos do gênero produzidos no país e no exterior. "Turpe Est Sine Crine Caput", cantada em latim, com um impressionante trabalho de guitarra, abre o disco mostrando o que vem pela frente. "Não Fale Com Paredes", com parte da letra de Vitor Martins ("Uma pessoa/É uma figura/É uma imagem/Numa moldura"), em clima de quase hard-rock à la Grand Funk Railroad, expõe a face mais pesada do grupo. E "Espelho" é uma viagem acústica, com vocais suaves, que lembra um pouco a sonoridade dos Mutantes.

Um aviso na capa do LP reflete a preocupação do grupo com a qualidade de produção: "o tempo de duração de cada face do disco foi limitado a 16 minutos para proporcionar uma excelente reprodução sonora". Objetivo alcançado, pois ainda hoje causa surpresa aos novos ouvintes o resultado final do disco, gravado com as conhecidas condições técnicas nacionais de trinta anos atrás. E por jovens que tinham idade média de 20 anos.


Banda Cult

"Não Fale Com Paredes" também é assíduo frequentador das "wanted lists" (os mais procurados) de colecionadores internacionais de discos raros de música psicodélica e progressiva. Sua capa (em detalhe) está no livro "2000 Record Collector Dream", do austríaco Hans Pokora, e uma de suas músicas - "Lem-Ed-Êcalg (Glacê de Mel, ao contrário) - integra a coletânea "Love, Peace & Poetry - Latin American Psychedelic Music", ao lado da também brasileira "Som Imaginário".

Mesmo assim, a sina de "Não Fale Com Paredes" parece ser permanecer no anonimato. Remasterizado, com capa original de papel e encarte com as letras, ganhou versão em CD, sem que ninguém tenha se dado conta. Originalmente gravado pela Top Tape, a reedição caprichada, limitada e provavelmente esgotada é da Zaher Zein/Projeto Luz Eterna.

Texto de Fernando Rosa, originalmente publicado na revista ShowBizz.


Marco Final

O tecladista Luiz Simas, que depois, juntamente com Candinho, montaria o funk-prog Vímana com os então desconhecidos Lulu Santos e Fernando Gama, notabilizou-se como autor do plim-plim da Rede Globo.
Fonte: Wikipédia

Integrantes
Luiz Paulo Simas (Órgão, Piano e Vocal)
Eduardo Leal (Baixo)
Daniel Cardona Romani (Guitarra e Vocal)
Candinho (Bateria)


Discografia
 
Senha dos arquivos: brrock

 

Não Fale com Paredes (1972)
01. Turpe Est Sine Crine Caput
02. Não Fale Com Paredes
03. Espêlho
04. Lem - Ed - Êcalg
05. Ôlho por Ôlho, Dente por Dente
06. Metrô Mental
07. Teclados
08. Salve-se Quem Puder
09. Animália



Um comentário:

  1. Conhecendo hoje o som da banda... curioso notar a influência de Black Sabbath, mesmo se tratando de 1972. Muito legal! Valeu!

    ResponderExcluir

Tecnologia do Blogger.