Os Mutantes - Discografia


Os Mutantes são uma banda brasileira de rock psicodélico formada durante o Tropicalismo no ano de 1966, em São Paulo, por Arnaldo Baptista (baixo, teclado, vocais), Rita Lee (vocais) e Sérgio Dias (guitarra, baixo, vocais).Também participaram do grupo Liminha (baixista) e Dinho Leme (bateria).

A banda é considerada um dos principais grupos do rock brasileiro. Além do inovador uso de feedback, distorção e truques de estúdio de todos os tipos, os Mutantes foram os pioneiros na mescla do rock and roll com elementos musicais e temáticos brasileiros. Outra característica do grupo era a irreverência. Se antes dos Mutantes, o gênero no Brasil era basicamente imitativo, a partir do pioneirismo de Arnaldo, Sérgio e Rita, abriu-se o caminho do hibridismo.

Os Mutantes iniciou suas atividades em 1966, como um trio, quando se apresentaram em um programa da TV Record, até terminar em 1978 com apenas Sérgio Dias como integrante original. Ao longo destes doze anos, foram gravados nove álbuns – sendo que dois deles, O A e o Z e Tecnicolor, foram lançados apenas na década de 1990. Foi nessa década que foi reconhecida no cenário do rock nacional e internacional a importância dos Mutantes como um dos grupos mais criativos, dinâmicos, radicais e talentosos da era psicodélica e da história da música brasileira e mundial.

História
 
Anos 1960 e 1970 - Origens

Em 1964, os irmãos Arnaldo Baptista e Cláudio César Dias Baptista, juntamente com Raphael Vilardi e Roberto Loyola, fundaram o grupo The Wooden Faces. Um ano depois, conheceram e convidaram Rita Lee – então no Teenage Singers – a integrar a banda. Ainda entraria no grupo Sérgio, o caçula na família Baptista. A nova banda passou a se chamar Six Sided Rockers, depois O Conjunto e O´Seis.

Em 1966, eles gravaram compacto simples pela Continental com as composições “Suicida” (de Raphael e Roberto) e “Apocalipse” (de Raphael e Rita), que vendeu menos de duzentas cópias. Ainda naquele ano, Cláudio César, Raphael e Roberto deixariam o grupo. Arnaldo, Rita e Sérgio mantiveram o grupo, que foi rebatizado com o nome definitivo de Os Mutantes – por sugestão de Ronnie Von, que, naquela ocasião, lia O Império dos Mutantes, ficção científica de Stefan Wul. Von, uma das estrelas da Jovem Guarda, comandava então o programa dominical O Pequeno Mundo de Ronnie Von, transmitido pela TV Record, e não havia gostado do nome anterior. Em 15 de outubro de 1966, Os Mutantes estrearam no programa. Impressionaram tanto que o grupo foi convidado a fazer parte do elenco fixo do programa. Eles também participaram das gravações do LP Ronnie Von – nº 3.


Aproximação com os Tropicalistas

No início de 1967, mudanças na direção artística do programa reduziram paulatinamente as apresentações dos Mutantes. Por discordar das novas diretrizes, eles deixaram a Record, já que também havia a possibilidade de realizar apresentações em outras emissoras. À convite do maestro Chiquinho de Moraes, da Rede Bandeirantes, Os Mutantes exibiram-se no programa “Quadrado e Redondo”, apresentado por Sérgio Galvão. Nessa época, conheceram outro maestro, Rogério Duprat, que teria papel decisivo na história do trio. Apadrinhados por Duprat, Os Mutantes começaram a participar dos grandes festivais de música popular brasileira, que viviam sua fase áurea.

O maestro sugeriu a Gilberto Gil que convocasse o grupo como banda de apoio para gravar “Bom Dia”, que seria cantada por Nana Caymmi e inscrita no III Festival da Música Popular Brasileira, da TV Record. Outra gravação de Gil classificada para o Festival era “Domingo no Parque”. Apesar de nenhum de seus integrantes ler cifras e partituras musicais e conhecer a complexidade harmônica dos arranjos elaborados por Gil e Duprat, Os Mutantes se saíra muito bem nos ensaios e acabaram participando da gravação de ambas. “Domingo no Parque” ganhou o segundo lugar e aproximou os Mutantes do movimento tropicalista.

Em 1968, o trio assinou um contrato com a Polydor, graças a uma indicação do produtor Manoel Barenbein. Assim, foi lançando Os Mutantes, primeiro disco da banda. Com arranjos de Duprat e participação especial de Jorge Ben, o LP foi bastante inovador e experimental, além de muito influenciado pelo trabalho dos Beatles. Algumas das faixas que se destacaram são “Senhor F…” (que contou com participação da mãe dos irmãos Baptista, que tocou piano), “Panis et Circenses” (canção composta por Caetano Veloso e Gilberto Gil especialmente para os Mutantes) e “Trem Fantasma” (parceria entre os Mutantes e Caetano Veloso, que foi composta na casa do produtor Guilherme Araújo).

Também naquele ano, a banda participou ao lado de vários artistas de Tropicália: ou Panis et Circencis, disco-manifesto do movimento tropicalista, gravando a faixa-título do LP. Ainda naquele ano, o grupo participou em duas sequências – filmadas na boate Ponto de Encontro – de As Amorosas, filme do diretor brasileiro Walter Hugo Khouri, estrelado por Paulo José, Lilian Lemmertz e Anecy Rocha. Em setembro, ainda participaram do III Festival Internacional da Canção, da TV Globo, defendendo “Caminhante Noturno” (de Arnaldo, Sérgio e Rita), que acabou classificada em sétimo lugar. Mas o episódio mais emblemático daquele festival foi a apresentação de Caetano acompanhado dos Mutantes como banda de apoio. Na final paulista do FIC, realizada no Teatro da Universidade Católica de São Paulo, eles executaram “É Proibido Proibir”. A canção de Caetano foi recebida sob intensas vaias pelo platéia que lotava o auditório. Mal os Mutantes começaram a tocar a introdução, espectadores enfurecidos atirava ovos, tomates e pedaços de madeira contra o palco e deram as costas para a apresentação.

Imediatamente, os Mutantes responderam, sem parar de tocar: viraram as costas para a platéia. Revoltado com a recepção, Caetano fez um longo e inflamado discurso que quase não se podia ouvir, por causa do barulho dentro do auditório.


No final daquele ano, os Mutantes estiveram no IV Festival da Música Popular Brasileira, defendendo “Dom Quixote” e “2001″, esta última uma parceria de Rita Lee com Tom Zé.
 
O Fim da Tropicália

No ano seguinte, os Mutantes excursionaram pela França, onde tocaram no célebre Mercado Internacional de Discos e Editores Musicais (Midem), na cidade de Cannes, e no tradicional Olympia, em Paris. Em fevereiro, foi lançado Mutantes, segundo disco da banda – e já com a participação do baterista Dinho Leme e do baixista Liminha. Um dos destaques do LP, a faixa “Caminhante Noturno” teve erradamente a omissão do nome de Sérgio Dias como co-autor.

Ainda em 1969, os Mutantes realizaram o seu último concerto com Caetano e Gil. Foi durante a conturbada temporada na carioca boate Sucata, no qual ocorreu o famoso incidente da bandeira nacional, que, supostamente, fora desrespeitada, no entender dos militares que governavam o Brasil naquela época. Durante o espetáculo, foi pendurada no cenário do espetáculo uma bandeira, obra do artista plástico Hélio Oiticica, com a inscrição “Seja Marginal, Seja Herói”, com a imagem de um traficante famoso naquela época, o Cara-de-Cavalo, que havia sido assassinado violentamente pela polícia. Os militares alegaram ainda que Caetano teria cantado o Hino Nacional inserindo versos ofensivos às Forças Armadas. Isto tudo serviria de pretexto político para que os militares suspendessem a apresentação, prendessem Caetano e Gil e, posteriormente, soltos e exilados no Reino Unido. O episódio é considerado como o fim do movimento vanguardista.

Ainda naquela ano, estreou o espetáculo Planeta dos Mutantes, misturando música, cenas bizarras e psicodelia. No final daquele ano, o grupo defendeu a canção “Ando Meio Desligado” IV Festival Internacional da Canção.

A Consolidação da Banda

Em março de 1970, foi lançado A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado, considerado um marco na carreira do grupo, que tenta se distanciar do tropicalismo e abraçar de vez o rock. O maior destaque do LP foi a canção-título “Ando Meio Desligado” (de Arnaldo, Sérgio e Rita). Outro destaque fica por conta da regravação de “Chão de Estrelas” (de Sílvio Caldas e Orestes Barbosa), que foi muito criticada pelos críticos e puristas daquela época. No final daquele ano e com o baixista Liminha integrado ao trio Arnaldo-Sérgio-Rita, os Mutantes retornam à França para realizar algumas apresentações. À convite do produtor Carl Holmes, aproveitaram para gravar algumas canções no estúdio Des Dames, com a intenção era lançar um álbum principalmente em inglês para atrair público internacional. Mas a Polydor desistiria do projeto mesmo com um álbum inteiro já gravado. Somente em 1999, o disco seria lançado, chamado Tecnicolor.

No início de 1971, a banda foi contratada pela Rede Globo para serem uma das atrações fixas do programa Som Livre Exportação. Inicialmente, o grupo gostou, mas depois se desinteressou pelo projeto. Ainda naquele ano, foi lançado Jardim Elétrico, álbum no qual foram utilizados alguns instrumentos fabricados por Cláudio Baptista, irmão mais velho de Arnaldo e Sérgio. Quatro faixas gravadas em Paris foram aproveitadas para o disco. Em 30 de dezembro de 1971, Rita e Arnaldo se casaram. Ela disse anos depois que o casamento foi apenas para ganhar independência dos pais e que os irmãos disputaram no palitinho quem assinaria a certidão. Na volta da lua-de-mel, o casal rasgaria a certidão de casamento no programa de televisão da apresentadora Hebe Camargo.

A Saída de Rita Lee

Em março de 1972, foi lançado Mutantes e Seus Cometas no País dos Baurets. O título do disco é uma homenagem a Tim Maia, que era amigo dos Mutantes, e que chamava “baurets” os cigarros de maconha que costumava fumar. O LP mostrou a transição da banda em direção ao rock progressivo, com influências dos grupos Emerson, Lake & Palmer e Yes. A faixa “Cabeludo Patriota” sofreu com a censura e teve de mudar de nome e foram sobrepostos ruídos para esconder a frase “o meu cabelo é verde e amarelo”. “Balada do Louco” (Arnaldo e Rita) foi o grande sucesso do álbum e um dos maiores da carreira do grupo. Outras canções foram bem executadas na mídia, como “Posso Perder Minha Mulher, Minha Mãe, Desde que Eu Tenha o Rock and Roll” (de Arnaldo, Rita e Liminha), “Vida de Cachorro” (de Arnaldo, Sérgio e Rita), “Cantor de Mambo” (de Élcio Decário, Arnaldo e Rita), “Todo Mundo Pastou” (de Ismar S. Andrade “Bororó”), “Rua Augusta” (Hervé Cordovil).

Foi também o último LP com a participação de Rita Lee. Alegou-se na época que sua saída ocorreu devido a diferenças musicais com os irmãos Baptista, mas na realidade esteve mais relacionada com ao fim do seu casamento com Arnaldo, em uma época em que os integrantes do grupo viviam em uma comunidade alternativa na Serra da Cantareira, na zona norte da cidade de São Paulo, onde drogas e trocas de parceiros sexuais eram uma constante. Isso acabou por abalar o relacionamento de Arnaldo e Rita.

Ainda em 1972, foi descoberto que havia sido instalado em São Paulo o primeiro estúdio de dezesseis canais do país. Os Mutantes tentaram convencer a Polydor a lançar mais um álbum da banda naquele ano, mas a gravadora, interessada em lançar a carreira solo de Rita Lee, determinou que apenas ela assinasse o disco, alegando que não ficaria bem para a banda lançar dois LP em um mesmo ano. Por isso. o LP Hoje É o Primeiro Dia Do Resto Da Sua Vida ficou creditado apenas a Rita Lee, embora os Mutantes como um todo tenham participado ativamente do álbum tanto na composição quanto na gravação.

A Fase Progressiva

Já sem Rita Lee, em 1973 os Mutantes estrearam o espetáculo, “2000 Watts de Som” e gravaram O A e o Z, LP que marcou de vez a adesão do grupo ao rock progressivo. Todas as suas faixas foram compostas e executadas sob o efeito de ácido lisérgico (LSD), o que desagradou a Polydor, que não aprovou o trabalho, o considerou sem valor comercial e decidiu não lançá-lo. Além de não comercializar o disco, a gravadora decidiu demitir a banda. O álbum seria lançado somente em 1992, pela PolyGram.

Os Mutantes continuam ativos, porém Arnaldo, debilitado pelo uso contínuo de drogas (em especial o LSD) e em depressão com o final de seu casamento, apresenta comportamentos patológicos, colecionando sacos cheios de lixo, a se comunicar numa espécie de idioma inventado por ele e a fazer planos de construir uma nave espacial. Arnaldo deixa a banda, seguido pelo baterista Dinho. Em 1974, depois de uma briga com os demais integrantes, o baixista Liminha é o próximo a abandonar o grupo.
 
A Derrocada e o Fim

Sérgio Dias decidiu manter a banda, mas teve de reformular toda a sua estrutura. No lugar de Arnaldo, Dinho e Liminha entraram respectivamente Túlio Mourão, Rui Motta e Antônio Pedro Medeiros. A nova formação conseguiu um contrato com a Som Livre em 1974, que lançou Tudo Foi Feito Pelo Sol no ano seguinte.
 
Mesmo após o lançamento do LP, as discussões não cessaram. Em 1976, Sérgio demitiu Túlio e Antônio, substituídos por Luciano Alves e Paul de Castro. Arnaldo recusou todos os pedidos do irmão Sérgio para que voltassem a tocar juntos. Em 1977, a gravadora lançou Mutantes Ao Vivo, gravado no MAM do Rio de Janeiro. O álbum não agradou os fãs e a crítica.
 
Em 1978, Arnaldo se reuniu com a banda como convidado especial em uma única apresentação, mas não aceitou o convite de Sérgio para voltar aos Mutantes’. Com mais alguns desentendimentos, Sérgio decidiu terminar com o grupo. O fim não poderia ser mais melancólico: aproximadamente duzentas pessoas comparecem ao último concerto do grupo, em 6 de junho em Ribeirão Preto.
 
Depois do Fim
 
Lançamentos de A e o Z

Os Mutantes voltariam a ser notícia em 1992, quando os principais jornais brasileiros divulgaram que o grupo iria retornar em sua formação clássica. O que aconteceu na verdade foi um convite de Almir Chediak para que o grupo se reunisse em uma gravação. Sérgio tocou em alguns discos solo de Rita nas décadas de 1970 e 1980 e se apresentou em alguns concertos dela em 1992.
 
Nesses espetáculos, a plateia gritava o nome de Arnaldo. Ainda naquele ano, Sérgio Dias convenceu Mayrton Bahia, diretor artístico da PolyGram, a lançar O A e o Z, gravado em 1973. A gravadora atendeu o pedido do ex-Mutante. Em 1996, o selo Natasha Records lançou um disco-tributo ao Mutantes, no qual os vários sucessos do grupo foram interpretados por artistas do cenário pop nacional, como Arnaldo Antunes, Kid Abelha, Lulu Santos, Pato Fu e Planet Hemp.
 
Lançamento de Tecnicolor

No ano 1999 a gravadora Universal, dona do catálogo da extinta Polydor, finalmente resolveu lançar Tecnicolor, o álbum gravado pela banda durante sua passagem pela França em 1970. A ilustração e a caligrafia do álbum, na versão editada no ano de 1999, são da autoria de Sean Lennon. Na época, em 1970, a PolyGran inglesa convidou o grupo a morar em Londres e pediu para que eles gravassem um álbum com canções em língua inglesa. Apenas Arnaldo Baptista sabia desse convite e só contou aos outros integrantes após regressaram ao Brasil.
 
Em fevereiro de 2005 a revista britânica Mojo incluiu o álbum Os Mutantes em sua lista de “50 Most Out There Albums of All Time” (algo como os “50 Discos Mais Experimentais de Todos os Tempos”). Eles obtiveram a 12ª posição na lista, à frente de nomes como Beatles, Pink Floyd e Frank Zappa.
 
Retorno em 2006

Em 2006, os Mutantes foram homenageados na mostra Tropicália – A Rrevolution in Brazilian Culture, no Barbican Hall, em Londres, o principal centro cultural da Europa. Alegando compromissos agendados na mesma data do convite, Rita Lee não aceitou o convite. Liminha também declinou. Sérgio Dias, Arnaldo Baptista e Dinho Leme (que não tocava profissionalmente há cerca de trinta anos) aceitaram. Ao grupo original, juntou-se a cantora Zélia Duncan no lugar de Rita Lee e músicos da banda de Sérgio. Todos os ingressos para o concerto foram vendidos antecipadamente, teve como banda de abertura o grupo pernambucano Nação Zumbi e do músico texano Devendra Banhart, fã incondicional dos Mutantes. A primeira apresentação dos novos Mutantes se realizou com grande êxito no dia 22 de maio em Londres e foi gravada para futuro lançamento em CD e DVD, pela gravadora Sony BMG.
 
Depois do concerto em Londres, os Mutantes seguiram para temporada nos Estados Unidos. Eles se apresentaram no Webster Hall, em Nova York, no Hollywood Bowl, em Los Angeles, no The Fillmore, em San Francisco, no Moore Theatre, em Seattle e Cervantes Masterpiece Ballroom, em Denver – além de participarem do Pitchfork Music Festival, em Chicago. Ainda naquele ano, a gravadora Universal remasterizou todos os disco da banda dos anos de 1968 a 1972, fazendo uso das fitas originais.
 
Em 25 de janeiro de 2007, o grupo faz sua primeira apresentação no Brasil em quase trinta anos. O concerto fez parte dos festejos do 453º aniversário da cidade de São Paulo e levou cinquenta mil pessoas ao Museu do Ipiranga. Em seguida, o grupo realizou uma turnê pelo Brasil. Em setembro daquele ano, Zélia Duncan e Arnaldo Baptista anunciaram a saída dos Mutantes. Zélia alegou que queria se dedicar mais a sua carreira solo. Arnaldo queria se dedicar aos seus projetos pessoais, que incluem escrever uma autobiografia, lançar um livro de ficção (Rebelde Entre os Rebeldes) e dois álbuns da Patrulha do Espaço, e promover uma exposição com suas pinturas e esculturas.
 
Sérgio Dias e Dinho Leme mantiveram a banda, que lançou em 25 de abril “Mutantes Depois”, a primeira canção inédita dos Mutantes em mais de três décadas. O compacto pode ser baixado gratuitamente na Internet. Curiosamente, a canção está presente na trilha sonora da novela Os Mutantes – Caminhos do Coração.

Formações:

 
Texto: Wikipédia


Discografia
 

Senha dos arquivos: brrock


Os Mutantes (1968)
01. Panis et Circenses
02. A Minha Menina
03. O Relógio
04. Adeus Maria Fulô
05. Baby
06. Senhor F
07. Bat Macumba
08. Le Premier Bonheur du Jour
09. Trem Fantasma
10. Tempo no Tempo
11. Ave Gengis Khan



Mutantes (1969)
01. Dom Quixote
02. Não Vá Se Perder Por Aí
03. Dia 36
04. Dois Mil e Um
05. Algo Mais
06. Fuga nº II
07. Banho de Lua
08. Rita Lee
09. Mágica
10. Qualquer Bobagem
11. Caminhante Noturno



A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado (1970)
01. Ando Meio Desligado
02. Quem Tem Medo de Brincar de Amor
03. Ave, Lúcifer
04. Desculpe, Babe
05. Meu Refrigerador Não Funciona
06. Hey Boy
07. Preciso Urgentemente Encontrar Um Amigo
08. Chão de Estrelas
09. Jogo de Calçada
10. Haleluia



Jardim Elétrico (1971)
01. Top Top
02. Benvinda
03. Tecnicolor
04. El Justiciero
05. It’s Very Nice Prá Xuxu
06. Portugal de Navio
07. Virgínia
08. Jardim Elétrico
09. Lady Lady
10. Saravá
11. Baby 



Mutantes e Seus Cometas no País do Baurets (1972)
01. Posso Perder Minha Mulher, Minha Mãe, Desde que Eu Tenha o Rock and Roll
02. Vida de Cachorro
03. Dune Buggy
04. Cantor de Mambo
05. Beijo Exagerado
06. Todo Mundo Pastou
07. Balada do Louco
08. A Hora e a Vez do Cabelo Nascer
09. Rua Augusta
10. Mutantes e Seus Cometas no País do Baurets
11. Todo Mundo Pastou II
 



Tudo Foi Feito Pelo Sol (1974)
01. Deixe Entrar um Pouco D’Água no Quintal
02. Pitágoras
03. Desanuviar
04. Eu Só Penso em te Ajudar
05. Cidadão da Terra
06. O Contrário de Nada É Nada
07. Tudo Foi Feito Pelo Sol 



Cavaleiros Negros (1976) [EP]
01. Cavaleiros Negros
02. Tudo Bem
03. Balada do Amigo



Mutantes Ao Vivo (1976)
01. Anjos do Sul
02. Benvindos/Mistérios
03. Trem/Dança dos Ventos
04. Sagitarius
05. Esquizofrenia
06. Rio de Janeiro
07. Loucura Pouca é Bobagem
08. Hey Tu
09. Rock’n Roll City
10. Tudo Explodindo
11. Grand Finale
12. Anjos do Sul II 



A e o Z (1992) [Gravado em 1973]
01. “A” e o “Z”
02. Rolling Stone
03. Você Sabe
04. Hey Joe
05. Uma Pessoa Só
06. Ainda Vou Transar com Você 



Everything Is Possible: The Best Of Os Mutantes (1999)
01. Ando Meio Desligado
02. Ave, Lúcifer
03. Dia 36
04. Baby (1971)
05. Fuga Nº II
06. Cantor De Mambo
07. Adeus Maria Fulô
08. Desculpe, Babe
09. El Justiciero
10. Panis Et Circenses
11. A Minha Menina
12. Bat Macumba
13. Le Premier Bonheur Du Jour
14. Baby (1968)



Tecnicolor (2000) [Gravado em 1970]
01. Panis et Circenses
02. Bat Macumba
03. Virginia
04. She’s My Shoo Shoo
05. I Feel a Little Spaced Out
06. Baby
07. Tecnicolor
08. El Justiciero
09. I’m Sorry Baby
10. Adeus Maria Fulô
11. Le Premier Bonheur du Jour
12. Saravah
13. Panis et Circenses (Reprise)



Ao Vivo, Barbican Theatre, Londres (2006)
01. Abertura
02. Dom Quixote
03. Caminhante Noturno
04. Ave Gengis Kahn
05. Tecnicolor
06. Virginia
07. Cantor de Mambo
08. El Justicero
09. Baby
10. I´m sorry Baby
11. Top Top
12. Dia 36
13. Fuga N° II
14. Le Premier Banheur Du Jour
15. Ave Lúcifer
16. Balada do Louco
17. I Feel a Little Spaced Out
18. A Hora e a Vez do Cabelo Crescer
19. Minha Menina
20. Bat Macumba
21. Panis et Circenses
22. Panis et Circences (Reprise)



Haih or Amortecedor (2009)
01. Hymns Of The World Pt. 1 (Intro)
02. Querida Querida
03. Teclar
04. 2000 E Agarrum
05. Bagdad Blues
06. O Careca
07. O Mensageiro
08. Anagrama
09. Samba Do Fidel
10. Neurociência Do Amor
11. Nada Mudou
12. Gopala Krishna Om
13. Hymns Of The World Pt. 2 (Final)



Fool Metal Jack (2013)
01. The Dream is Gone
02. Fool Metal Jack
03. Piccadilly Willie
04. Ganjaman
05. Look Out
06. Eu Descobri
07. Time And Space
08. To Make It Beautiful
09. Once Upon a Flight
10. Into Limbo
11. Bangladesh
12. Valse LSD

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Mande um Abraço pra Velha (2014)
01. Domingo No Parque (Com Gilberto Gil, 1967)
02. Canção Para Inglês Ver/Chiquita Bacana (Com Rogério Duprat, 1968)
03. Ando Meio Desligado (Versão do Com
pacto 1969)
04. The Rain, The Park And Other Things (Com Rogério Duprat, 1968)
05. Cinderella - Rockfella (Com Rogério Duprat, Clélia Simone & Kier, 1968)
06. Glória Ao Rei Dos Confins Do Além (1968)
07. Baby (Com Caetano Veloso, Ao Vivo em 1968)
08. Saudosismo (Com Caetano Veloso, Ao Vivo em 1968)
09. Marcianita (Com Caetano Veloso, Ao Vivo em 1968)
10. A Voz Do Morto (Com Caetano Veloso, Ao Vivo em 1968)
11. Lady Madonna (Com Rogério Duprat, 1968)
12. Mande Um Abraço Pra Velha (1972)

13. Ando Meio Desligado (Ao Vivo, 1969)

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Eses Ojos Verdes (2015) [Single]
01. Eses Ojos Verdes

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Tributos

Triângulo Sem Bermudas - Uma Viagem à Trois (1996)
01. Vida de Cachorro (Pato Fu) 
02. Não Vá Se Perder Por Aí (Gilberto Gil & Jorge Mautner) 
03. Quem Tem Medo de Brincar de Amor (Kid Abelha) 
04. Beijo Exagerado (Barão Vermelho) 
05. Ave, Lúcifer (Lulu Santos)
06. El Justiciero (Ney Matogrosso) 
07. Cantor de Mambo (Tiburón Caribe) 
08. Top Top (Planet Hemp)
09. Dia 36 (Arnaldo Antunes) 

10. Desculpe Baby (Daúde & Toni Garrido)
11. Panis et Circenses (Celso Fonseca & Paulinho Moska)
12. Ando Meio Desligado (Edgard Scandurra & Taciana)



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Um comentário:

  1. Quero deixar por aqui
    os meus sinceros agradecimentos
    por nos disponibilizar esse excelente acervo!
    Abraços/Nelson

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