EROSS - Discografia


Me chamo Eric Rossignol, tenho 18 anos, sou natural de Nova Prata - RS que fica à 182 km de Porto Alegre.

Quando tive oito anos, ganhei minha primeira bateria. De tão feliz que fiquei e querendo me dedicar afú, comecei ir mal no colégio, aí meu pai tirou ela de mim, mas não demorou muito e a vendeu.

Aos doze anos, fui convidado por amigos de infância para tocar bateria numa banda cover de diversas bandas. A banda já tinha uma bateria, mas eu não tinha. Não durou muito e brigamos.

Saí da banda e ganhei uma bateria nova, depois ganhei meu primeiro violão e comecei a aprender na frente do computador os primeiros acordes, já conhecia os sons do ‘’Ventania’’, ouvia Kiss desde criança. Eu era bem do rock n' roll, não que hoje em dia eu não seja (mas me considero bem eclético). Nessa idade conheci a ‘’ganja’’, tudo mudou, conheci o som de Hendrix (algo marcante pra mim), Mutantes, Cachorro Grande, Tame Impala, Pond, Boogarins, Júpiter Apple... conheci diversas bandas, que sóbrio eu não dava bola pois achava bobagem demais pra ser sacada.

Aos 13, ganhei uma Les Paul da Shelter, e aí comecei a querer aprender escalas pentatônicas e improvisação, fui fazendo bandas com amigos, aulas em casa, tocando covers. Aos 14 comprei uma Stratocaster Squier (que tenho até hoje e está personalizada como a guitarra de Connan Mockasin), surgiu uma strato da Eagle também, mas o timbre não me satisfazia, ficou pouco tempo comigo e a vendi.

Comprei meu primeiro pedal, era um Jackhammer JH-1 da Marshall, depois adquiri alguns pedais caseiros feitos por um amigo meu, era o mesmo set do Hendrix (Univibe e Fuzz). Também comprei um Wah da Behringer, um delay e um vib/vibe da Fuhrmann.

Um dia resolvi pesquisar se tinha como simular pedais pelo PC, aí que descobri o programa Guitar Rig da Native Instruments. Comecei a compor e gravar por ali mesmo, usando loops, simulando pedais e efeitos. Eu fazia o baixo direto na guitarra, passando por um preset simulando octavers e certos amplificadores.

Assim foi surgindo meu primeiro álbum instrumental: Transcendente, reuni todas minhas demos, ouvi e percebi que isso poderia ser lançado, mas eu não sabia se tinha dom para cantar. Aos 17 anos, depois de muita acidez na cuca desde os 14 anos, começo a compor e gravar sem parar, fui aprendendo a mexer em vários programas. Comecei a ver que minha virtude só aumentava (minha criatividade sempre foi intensa desde o colégio). Sei fazer um pouco de tudo, sempre na base de improviso.

Também aos 17, fui chamado pra ser baterista de uma banda pratense de rock n’ roll, que era a minha favorita desde quando eles começaram, ela se chama Foegos, toquei por alguns meses. Enquanto isso eu estava conhecendo uma garota, larguei a banda e me mudei para Passo Fundo, conheci muita galera doida de lá, eventos, cultura, tive as mais intensas experiências lisérgicas por lá e fui compondo algumas faixas para o álbum ''Bananadines''. Depois do termino do meu relacionamento de um ano, voltei para Nova Prata e fiquei com a cabeça muito pesada.

A faixa ''Fuzzcazul'' compus exatamente na meia noite da virada de ano (2016/2017) com dois ácidos na cuca. Foi uma promessa de esquecer o passado gravando e mixando um álbum. Fiquei 12 horas com um contrabaixo nas mãos, toquei sem parar até o meio dia e no resto do dia primeiro, fui mixando o Bananadines e o lancei.

Nas últimas semanas de janeiro, começo a me interessar por timbres de sintetizadores, e inicio as composições do ''Visions in Nu Silver''. Ficou muito eletrônico e dançante, dividi a produção dele em duas partes (Vol. 1 & Vol.2), pois eu tinha infinitas ideias sonoras. Tanto que eu curto pra caralho o Vol. 2 desse EP.

Ao mesmo tempo eu estava compondo outros sons mas com instrumentos de uma banda, eu estava domando os programas e simuladores VST’s. Comecei a compor o bonito álbum chamado ‘’Florir’’, a primeira musica/intro a criei ela em menos de meia hora, inventei a riff em poucos minutos.

Hoje em dia, sou um cara eclético, gosto de experimentar várias coisas pra ver como é o resultado. No álbum ‘’Acidwave’’, misturei a sonoridade dos anos 80, a onda Vaporwave com música dançante e pop, o resultado foi uma onda ácida (olha só onde fui parar). Percebi então que deveria parar de ficar fazendo álbum instrumental. No ‘’Acidwave’’ eu solto a voz.

Em uma tarde de março, recebo uma mensagem: ‘’Você não quer lançar seus álbuns nos principais serviços de streamings e lojas virtuais?’’Fiquei surpreso, pois o rapaz era de Rondônia, e pôs os ouvidos em meus sons. Eu aceitei a proposta feliz. A gravadora/selo dele se chama Tuareg Records, é uma marca que não faz muito que surgiu. Relancei o ‘’Florir’’ e o ‘’Acidwave’’ pela Tuareg.

No momento estou compondo o próximo álbum, onde misturarei bossa nova, psicodelia, sonhos de infância, LSD, stoner, rock sessentista, setentista... Todo cantado em português. Está ficando muito bom, garanto.

Lançarei também pela Tuareg, e se chamará ‘’Pairando no Quintal’’. (Texto por: EROSS)




Discografia
 

Transcendente (2016)
01. Chirimoya Juice
02. Aroma Púrpuro
03. Impala Blue
04. 100 Verso 03:51
05. Face(doesn't belong to his)Book
06. Entumecimiento
07. O Que Foi Que Eu Fuzz?
08. Maçã
09. P.A.M.
10. Dois Mil & Alguma Coisa
11. Cais



Bananadines (2017) [EP]
01. Fuzzcazul
02. Magafeu's Groove
03. Bananadines



Visions in Nu Silver (2017)
1.0

01. Moogamorfoze
02. Visions in Nu Silver
03. Pinus Illiotti
04. Jarbatik Blues
05. Hashish Sitar
06. Laboratório do Céu de Júpiter

2.0

01. bZZZnaga
02. Koroadoz
03. Washed Inside
04. Washed Out
05. Centópede Doce



Acidwave (2017)
01. sweet and cold
02. try defy him
03. cold way
04. frenesi
05. come dance
06. our mind is a caldron



Florir (2017)
01. Bons Sonhos Acordado
02. Bosque da Neblina
03. E Talvez...
04. Já Volto & Voltei
05. Eu Me Syntho
06. Badabadub'step



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