My Magical Glowing Lens - Discografia


Tempo e espaço se confundem e se misturam em Cosmos, disco de estreia do My Magical Glowing Lens. “Tudo o que foi produzido para este álbum veio de visões, sonhos, sensações sobre outras dimensões”, explica a capixaba Gabriela Deptulski, mente por trás do projeto. “Acho que ele tem a ver com ocultismo, magia e com outras realidades que precisamos de um sentido diferente pra perceber.”
 
Cosmos, cujas lisérgicas 11 faixas ganham vida nesta sexta, 26, com exclusividade pelo Sobe o Som, vem recheado de expectativas. Os primeiros experimentos de Gabriela – tocando violão/guitarra sozinha, que renderam um EP autointitulado, em 2013 – já foram indicativos, mas o single “Sideral”, lançado este ano, foi o que realmente abriu caminho para o primeiro álbum cheio do grupo.
 
Cosmos é uma nova fase desse projeto, uma mutação dele para algo que abrange mais pessoas”, conta Gabriela, vocalista e guitarrista do My Magical Glowing Lens. “Antes eu fazia absolutamente tudo, agora as funções foram divididas”. O trabalho surgiu a partir das divagações da musicista, mas ganhou o formato fluido durante as gravações na sede da gravadora Subtrópico (que assina o disco com a Honey Bomb Records e a PWR Records), a Casa Verde, em Vitória, no Espírito Santo.
 
Segundo Gabriela, não só as reflexões acerca da metafísica influenciaram Cosmos. “Paixões arrebatadoras, sonhos sobre o espaço, amizades malucas, vontades de infinito, ligação sinistra com a natureza, com as máquinas, com o modo de ser dos bichos”, ela enumera, citando também as referências musicais de Rihanna a Flaming Lips, passando pela francesa Melody’s Echo Chamber, os brasileiros Catavento, Bike e Secos e Molhados, entre outros. “Muita coisa estranha influenciou esse álbum.”
 
Inteiramente calcado na psicodelia, Cosmos varia entre momentos mais orgânicos e outros mais sintéticos, mas tudo gravado com uma abordagem lo-fi e artesanal, a partir das demos desenvolvidas por Gabriela (que foi acompanhada pelo baterista Henrique Paoli, o baixista Gil Mello e tecladista Pedro Moscardi). Além de destacar os vocais em português de Gabriela, a faixa “Madruga”, singela balada que encerra o álbum, dá um noção de como ela soa quando está sozinha – o que pode ser encarado com a gênese do My Magical Glowing Lens. (Texto: Rolling Stone Brasil)
 
 

Discografia
 
Cosmos (2017)
01. Sideral
02. Space Woods
03. Raio de Sol
04. Tente Entender
05. Não Há Um Você No Seu Interior
06. Azul Cósmico
07. Noite Estrelada
08. Da Selva Pro Mar
09. Portal
10. Supernova
11. Madruga

2 comentários:

  1. otima postagem! mas senti falta do primeiro EP deles :/ tem no Spotify, porem nao acho pra downlaod

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  2. Vida longa ao Armazém, melhor da net.Sons para poucos e loucos.

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